O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu alerta laranja para perigo devido a onda de calor extremo que atingirá grande parte do território brasileiro, incluindo o estado do Rio Grande do Sul.
Segundo a Metsul Meteorologia, o pior do calor deve ocorrer desta quinta-feira (15) em diante, mas, especialmente, a partir da sexta-feira (16). O fim de semana deve ser de calor excessivo a extremo no Rio Grande do Sul com máximas que podem ficar entre 40ºC e 43ºC em algumas cidades, como Vacaria, Bagé, Jaguarão e Santa Rosa.
A meteorologista do Inmet, Naiane Araújo, aponta um conjunto de fatores responsáveis pelo fenômeno climático caracterizado pelo aumento anormal das temperaturas por um certo período.
“Nos próximos dias, a chance de chuva já começa a diminuir novamente, principalmente, a partir da quinta-feira, devido a uma massa de ar mais quente e seco, que vai quebrar esse canal de umidade, justamente nesta época do ano, quando nos aproximamos do verão, que é uma época mais quente do ano. Conforme a gente tem o céu aberto, mais ensolarado, com a ausência de nuvens e de chuva, as temperaturas disparam mesmo”.
A meteorologista aponta que o fenômeno natural El Niño é um motivo a mais para aumentar os termômetros, mas não é o único. “O El Niño é um agravante. A gente teve a configuração do fenômeno ao longo dessa primavera e, durante o verão, deve persistir. Quando se configura um El Niño, o fenômeno bagunça o regime de chuva na área central do Brasil e tem um impacto muito claro nessa elevação das temperaturas também. Então, ele é um combustível a mais, sem dúvida alguma.”
Riscos
Os recordes de temperatura aumentam os riscos de incêndios e prejuízos à agropecuária, com a perda de produção e mortes de animais.
A sensação térmica muito alta também pode provocar riscos à saúde, como insolação em diferentes graus. Os mais vulneráveis e que precisam de mais atenção são pessoas idosas, bebês e crianças, gestantes e portadores de doenças crônicas, como problemas renais, cardíacos, respiratórios ou de circulação; além da população em situação de rua.
Para a população em geral, para se proteger da insolação, o Ministério da Saúde recomenda hidratação, resfriamento e proteção do sol e calor. A pasta preparou um guia com dicas básicas sobre como lidar com as temperaturas extremas, entre elas:
- beber águas e sucos com frequência, mesmo quando estiver sem sede;
- evitar bebidas com álcool, açucaradas e os refrigerantes;
- evitar refeições pesadas e condimentadas;
- ingerir refeições leves, como saladas e frutas, a exemplo de melancia, melão e laranja;
- permanecer em locais mais frescos e arejados: à sombra, com ar condicionado ou ventilador;
- manter os ambientes úmidos com umidificadores de ar, toalhas molhadas ou baldes de água;
- usar roupas com tecidos e modelos frescos para deixar a pele respirar;
- tomar banhos frios ou com temperaturas mais baixas;
- evitar mudanças bruscas de temperatura;
- evitar se expor ao sol nos horários mais quentes, assim como não realizar atividades físicas nestes intervalos, principalmente, ao ar livre;
- usar protetor solar, óculos escuros e chapéus.
Aos tutores dos animais domésticos, especialistas recomendam
- manter a água dos animais sempre fresca, limpa e disponível. Pedras de gelo podem ser acrescentadas ao líquido;
- não caminhar com os animais em piso quente para não queimar as patas;
- evitar passeios em horários de pico de temperatura;
- não deixar os pets expostos ao sol;
- avaliar o uso de ar condicionado no local onde o pet fica;
- verificar os comportamentos do animal;
- se necessário, procurar um veterinário.
Insolação
Quando o corpo não dissipa bem o calor, pode ocorrer a insolação em diferentes graus. O corpo humano dá sinais deste aumento prejudicial da temperatura e um profissional de saúde deverá ser procurado. Os níveis de insolação e seus sinais são:
- insolação leve: muito suor e câimbras;
- insolação moderada: fraqueza, dor de cabeça, enjoo, vômito e irritabilidade;
- insolação grave: confusão